Custos do aquecimento global em debate
O Planeta Sustentável convidou o climatologista Carlos Nobre e o economista José Eli da Veiga para discutirem sobre os custos provocados pelas mudanças climáticas e as possíveis soluções de adaptação a essa realidade
De acordo com o último relatório do Painel
Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (
IPCC, na sigla em inglês), para estabilizar as emissões de gases poluentes - e provocadores do aquecimento global - os países teriam que desacelerar suas economias em apenas 0,12% ao ano, o que representaria 3% do PIB mundial em 2030. Para discutir esse assunto,
convidamosCarlos Nobre, climatologista e membro do
IPCC, e José
Eli da Veiga, professor titular do Departamento de Economia da
USP,que estarão no auditório da Editora Abril,
nodia 18 de
janeiro.
Além dos custos que as mudanças climáticas podem provocar nos governos, os dois palestrantes discutirão sobre possíveis soluções para nos adaptar a essasituação. "Se olharmosegoisticamente, perceberemos que conseguimos convivercom certas mudanças. Mas acho que sentimos uma certa responsabilidade ética, eu diria, com respeito não só às outras espécies do planeta, mas também ao fato de que uma parcela grande da população - com menor poder aquisitivo - tem menor possibilidade de adaptação", salientou Nobre em sabatina promovida pelo jornal Folha de S. Paulo.
José Eli tem uma visão mais pessimista sobre o IPCC e o Protocolo de Kyoto. "Não poderia ser maior a incoerência dos que alardeiam confiança absoluta nas conclusões do painel das Nações Unidas sobre mudanças climáticas (IPCC) e simultaneamente aceitam que se possa aguardar o vencimento do tragicômico Protocolo de Kyoto para reformá-lo. Pior, até existe, por aqui, quem rejeite qualquer margem de dúvida sobre os cenários do IPCC e, também, concorde que, em 2012, o protocolo dê lugar a um mero 'aprofundamento', com metas voluntárias para China, Índia e Brasil", escreveu emartigo para a revista Página 22.
O evento é exclusivo para funcionários e convidados da Editora Abril. Mas os leitores do Planeta Sustentável poderão conhecer o conteúdo desse encontro através da reportagem que será publicada no final do mesmo dia.
Veja, abaixo, entrevistas com os palestrantes, publicadas no Planeta Sustentável:
JOSÉ ELI DA VEIGA
Um economista pelo desenvolvimento sustentável
CARLOS NOBRE
Carlos Nobre propõe modelo tropical de desenvolvimento
Por um país tropical desenvolvido
De acordo com o último relatório do Painel
Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (
IPCC, na sigla em inglês), para estabilizar as emissões de gases poluentes - e provocadores do aquecimento global - os países teriam que desacelerar suas economias em apenas 0,12% ao ano, o que representaria 3% do PIB mundial em 2030. Para discutir esse assunto,
convidamos Carlos Nobre, climatologista e membro do
IPCC, e José
Eli da Veiga, professor titular do Departamento de Economia da
USP,que estarão no auditório da Editora Abril,
no dia 18 de
janeiro.
Além dos custos que as mudanças climáticas podem provocar nos governos, os dois palestrastes discutirão sobre possíveis soluções para nos adaptar a essa situação. "Se olharmos egoisticamente, perceberemos que conseguimos conviver com certas mudanças. Mas acho que sentimos uma certa responsabilidade ética, eu diria, com respeito não só às outras espécies do planeta, mas também ao fato de que uma parcela grande da população - com menor poder aquisitivo - tem menor possibilidade de adaptação", salientou Nobre em sabatina promovida pelo jornal Folha de São Paulo.
José Eli tem uma visão mais pessimista sobre o IPCC e o Protocolo de Kyoto. "Não poderia ser maior a incoerência dos que alardeiam confiança absoluta nas conclusões do painel das Nações Unidas sobre mudanças climáticas (IPCC) e simultaneamente aceitam que se possa aguardar o vencimento do tragicômico Protocolo de Kyoto para reformá-lo. Pior, até existe, por aqui, quem rejeite qualquer margem de dúvida sobre os cenários do IPCC e, também, concorde que, em 2012, o protocolo dê lugar a um mero 'aprofundamento', com metas voluntárias para China, Índia e Brasil", escreveu em artigo para a revista .
Revista Abril - Março de 2008
by Igor Machado
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